16 de junho de 2016

A recepção do mito camoniano nos países lusófonos, um livro de Gilberto Mendonça Teles

O mito camoniano

por
 Gilberto Mendonça Teles

5.ª ed., Porto: Universidade Fernando Pessoa, 2012.
– Bibl., p. 293-313.


"Trata-se de um notável estudo sobre a recepção do mito camoniano nos países de expressão portuguesa e na Galiza, com ênfase para o Brasil. O autor aponta a cultura popular como um dos factores da difusão deste mito e comenta o preconceito erudito que quase apagou o nome de Camões das escolas e universidades. Abre perspectivas a novos estudos." - sinopse no site da UFP edições.






ÍNDICE


Prefácio – “A tua voz de ritornelos” de Isabel Ponce de Leão
Nota do Autor


I – CAMMOND & DRUMÕES

Variante Expressiva
a. Fonte / Modéstia
b. Ilustração
c. Influências
d. Humor / Ironia

II – O MITO CAMONIANO

O Sentido do Mito Camoniano
A Marginalização do Popular
A Voz da Fama
A Negatividade do Cômico

III – EM PORTUGAL

D. Sebastião X D. Quixote
A Tradição Culta
a. Poemas Narrativos
b. Comemorações Camoneanas
A Tradição Popular
a. Glosas, Paráfrases e Intertextualizações
b. Paródias e Poemas Herói-Cômicos

IV – NO PORTUGUÊS AFRICANO

Cabo Verde
Guiné Bissau
São Tomé – e – Príncipe
Angola
Moçambique

V – NA GALIZA

Um arco-íris da Galiza a Portugal

VI – NO BRASIL

As Comemorações Camoniana
As Transformações do Discurso Épico
As Projeções do Mito Camoniano
a. “Homenagens” a Camões
b. Humorismo e Sátira
c. O Lado “Oficial” de Camões no Brasil
As Marcas da Censura
a. O Bom-Tom do Trinca-Fortes
A Tradição Oral Nordestina
a. Fragmentos da Gesta de Carlos Magno
b. Camões X Bocage = Camonge
c. O Saci e o Camongo

Conclusão
Bibliografia

10 de junho de 2016

Transforma-se o amador na cousa amada, - soneto de Camões


"Mulher Nua numa cadeira de braços vermelha" (pormenor)
por Pablo Picasso (in www.tate.org.uk)


Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;

não tenho, logo, mais que desejar,

pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minh’ alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,

pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia
que, como um acidente em seu sujeito,
assim co a alma minha se conforma,

está no pensamento como ideia:
o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples, busca a forma.

Luís de Camões

Fonte:
Lírica completa - II [Sonetos], org., pref. e notas de  Maria de Lurdes Saraiva, 2.ª ed., revista, Lisboa: INCN, 1994, p. 297.

Camões: erros meus, má fortuna, amor ardente (1946), de Leitão de Barros

CINEMA

Camões: erros meus, má fortuna, amor ardente (1946)
Filme português, a preto e branco, 118 min., lançado a 20.09.1946.

Filme realizado por José Leitão de Barros, que relata a vida aventurosa de soldado e a escrita genial de poeta desse grande português - Luís Vaz de Camões: desde os tempos juvenis e irreverentes em Coimbra, o "amore ardente" iludido ou contrariado, o guerreiro da "má fortuna", a sua errância pelo Oriente e terras do índico, até ao seu regresso à pátria, com a leitura de "Os Lusíadas" (1572), em Sintra...


Argumento: José Leitão de Barros e António Lopes Ribeiro

Produção: António Lopes Ribeiro

Montagem: Vieira de Sousa

Música: Ruy Coelho
Som: Francisco Quintella
Direcção de fotografia: Manuel Luís Vieira, Francesco Izarelli


Elenco: António Vilar (Luís de Camões), José Amaro (Dom Manuel de Portugal, comendador de Vimioso), Igrejas Caeiro (André Falcão de Resende), Paiva Raposo (Pero de Andrade Caminha), Leonor Maia (Leonor), Idalina Guimarães (Inês), Vasco Santana (Mal-Cozinhado), Eunice Muñoz (Beatriz da Silva), Carmen Dolores (Catarina de Ataíde), João Villaret (Dom João III de Portugal), Dina Salazar (Burguesa do Coimbra), Manuel Lereno (amigo de Caminha), Carlos Moutinho (amigo de Caminha), Júlio Pereira (amigo de Caminha), Eduardo Machado (amigo de Caminha), Virginia de Vilhena (Luisa), José Vítor (Frei Bartolomeu Ferreira), Maria Manuela Fernandes (Dinamene), Armando Martins (D. Sebastião, Rei de Portugal).



Ver mais em CinePT.


O poeta Luís de Camões como "o trinca-fortes", desenhado pelo mestre Rafael Bordalo Pinheiro


"O Trinca-Fortes" [Luís de Camões], 1880


Desenho de Raphael Bordallo Pinheiro

In:
Album das glorias / desenhos de Raphael Bordallo Pinheiro ; textos João Rialto; ed. literário: Guilherme de Azevedo [1839-1882]- N.º 1 (Mar. 1880), Lisboa : Typ. Editora Rocio. 


Cota do exemplar digitalizado, na BNP: res-523-a. Ver na BND.


 Desenho de Rafael Bordalo Pinheiro - texto de João Rialto

3 de junho de 2016

Receção crítica de Camões no Barroco - o caso de Estêvão Rodrigues de Castro, estudado por Rui Manuel Afonso Mateus


Rui Manuel Afonso Mateus

A recepção de Camões no barroco português: o caso de Estêvão Rodrigues de Castro

Lisboa, Col. “Manuais Universitários”, INCM, fev. 2012.

– Edição de tese de mestrado, Coimbra, 2003:



MATEUS, Rui Manuel Afonso (2003) A recepção de Camões no barroco português : o caso de Estêvão Rodrigues de Castro – [Texto policopiado] - tese de mestrado em Literatura Portuguesa. Coimbra : Univ. Coimbra, 2003.




Sinope do livro:
"É indiscutível que o impacto que a produção literária de Camões conheceu entre os seus contemporâneos e junto das gerações de poetas que se lhe seguiram assumiu proporções singulares no contexto das Letras nacionais.
O reconhecimento do valor inconfundível da sua escrita e da sua expressão artística teve no período barroco um dos seus momentos mais altos e férteis, sendo vasta a galeria de nomes cuja obra se faz eco de leituras deslumbradas dos textos camonianos. 
Este livro estuda o caso da recepção de Camões em Estêvão Rodrigues de Castro, um poeta da transição do Maneirismo para o Barroco a quem circunstâncias biográficas e de convívio cultural muito particulares permitiram uma assimilação muito própria e reveladora da herança do Poeta." (Fonte: site da INCM)

O original agora objeto de estudo:




CAMINHA, António Lourenço (1792) Obras ineditas de Aires Telles de Menezes e de Estevão Rodrigues de Castro, e de outros anonymos dos mais esclarecidos da litteratura portugueza, dadas à luz fielmente trasladadas dos seus antigos originaes / compil. Antonio Lourenço Caminha. - Lisboa : Off. Filippe José da França e Liz, 1792. - v. ; 20 cm. – [MENESES, Aires Teles de, O.F.M. 14---15--] 
Cópia digital, BNP.

Receção crítica de Camões no séc. XVII - a "Apologia" de João Soares de Brito, revista por José Manuel Ventura


José Manuel Ventura

João Soares de Brito: um crítico barroco de Camões

Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, julho de 2010.


– Edição de tese de mestrado, Coimbra, 1998:

VENTURA, José Manuel (1998), João Soares de Brito: um crítico barroco de Camões [Texto policopiado] – tese de mestrado em Literaturas Clássicas: Estudos Portugueses, Coimbra: Univ. Coimbra, 1998.

Sinopse:
"A Apologia em que defende João Soares de Brito a poesia do príncipe dos poetas d’Espanha, Luís de Camões insere-se numa polémica que demonstra o interesse e evidencia o modo como o poeta foi lido no séc. XVII. 
Foi intenção do autor do presente estudo dilucidar um conjunto de aspetos situados na receção crítica de Camões durante o referido período, não apenas em função das matrizes teóricas, greco-latinas, em especial de Aristóteles e Horácio, mas também da atualização a que deram lugar durante o Barroco literário.

Em apêndice, é ainda publicado o texto da Apologia, tornando assim acessível uma obra que, desde a edição princeps, saída em 1641, dos prelos lisboetas de Lourenço de Anveres, não voltou a ser publicada." (Fonte: site da editora IUC)



O original agora objeto de estudo:

BRITO, João Soares (1641) Apologia em que defende Joam Soares de Brito a poesia do principe dos poetas d´Hespanha Luis de Camoens no canto 4. da est. 67. à 75. & cant. 2. est. 21. & responde às censuras d"hum Critico d"estes tempos... – Em Lisboa : na officina de Lourenço de Anveres, 1641 o I. da Restauração de Portugal. - [16], 61, [3] f., [2] f. grav. : il. ; 4º (19 cm). – Brito, João Soares de [1611-1664]; Floriano, Agostinho Soares [fl. 1619-1642].