17 de novembro de 2017

Entrada

Camoniana

o blogue dos Estudos Camonianos


Retrato do poeta, c. 1573/5,por Fernão Gomes (1548-1612)
Luís de Camões (Lisboa, c. 1524 – Lisboa, 1580) é um dos maiores escritores do mundo, em língua portuguesa. Desde o Classicismo (séc. XVI) até à nossa contemporaneidade, que “o engenho e arte” manifestados pelo poeta na sua epopeia “Os Lusíadas” e nos seus poemas líricos tem fascinado o leitor comum e o leitor especializado, proporcionando extensa e diversa receção crítica (artigos, ensaios, teses académicas...), glosas de homenagem e emulativas, criativa recriação por parte de escritores. Em todas as épocas, contínuas gerações têm admirado a sua obra e nela encontrado o eco ou o desvelar dos seus próprios sonhos e anseios. Nesse sentido, como referiu o camonista Vítor M. Aguiar e Silva, “Camões é um clássico que tem sido moderno ao longo dos séculos”.

Pode navegar pelas suas múltiplas facetas através das páginas aqui apresentadas:


A sua vida divulga informação e recursos sobre a biografia do poeta.

A sua obra mostra inicialmente as obras camonianas arrumadas por género (lírica, épica, teatro, cartas) e, dentro de cada género maior, fornece os textos dos subgéneros. No final, providencia-se a ligação para as Obras digitalizadas de Luís de Camões, na Biblioteca Nacional de Portugal.

A época apresentará ligações para: os grandes movimentos culturais e filosóficos que modelaram o tempo histórico de Camões; a influência de autores espanhóis e italianos; autores contemporâneos de Camões.

Testemunhos consiste numa antologia de excertos de consagrados camonistas sobre a vida e a obra de Camões.

Fortuna crítica contém listas de referências (bibliografia passiva) sobre a vida e a obra de Camões: receção crítica (camonistas, teses académicas, atas de encontros, artigos de periódicos e números temáticos, etc.); receção criativa (obras literárias e artísticas inspiradas em Camões) e traduções noutras línguas.

Multimédia abre-se ao diálogo intertextual da obra camoniana com as artes: Iconografia, Cinema, Música, etc. Pode ser uma aliciante porta de entrada no universo literário de Camões.

Utilitários reúnem informação prática e útil. São “ferramentas” de apoio ao navegante: Contactos; Mapa do blogue (um índice mais pormenorizado das principais secções do blogue); Siglas e Abreviaturas (utilizadas sobretudo nas referências bibliográficas); Glossário (de estudos literários, antropónimos, topónimos e vocabulário específico da obra e da época de Camões); Cursos de Estudos Camonianos; Notícias (Informação periódica recente, disponibilizada online).


5 de novembro de 2017

A vida ficcionada de Luís de Camões, uma série para a RTP, por Carlos Barradas


A vida ficcionada de Luiz de Camões

Série de ficção baseada na vida de Luís de Camões (1524-1580), desde a sua juventude em Coimbra e no Paço, em Lisboa, onde lhe reconhecem o talento, passando por Goa, África, Macau. Termina com o regresso a Lisboa, numa vida de aventuras errantes, amores ardentes e infortúnios.



Ficha Técnica

Título/ano: Aquela cativa que me tem cativo, 1995.

Intérpretes: 
Diogo Infante, Alexandra Lencastre, Almeno Gonçalves, 
Ana Nave, Fernando Heitor, Henrique Viana, 
Leonor Alcácer, Luís Alberto

Realização: Carlos Barradas

Produção: Luís de Freitas
Autoria: Arlete Perdigão, Eduardo Cruzeiro

Duração: 51 minutos





Introdução 1, em Aquela cativa que me tem cativo



D. Diogo de Menezes caminha para o cadafalso por se ter recusado a entregar a praça de Cascais ao novo Rei de Portugal, Filipe de Espanha. 
Durante a caminhada vão repassando pela sua memória toda a vida e recordações do seu companheirismo e amizade por Luís Vaz de Camões. 
Quando desce a espada para o corte final com a vida, inicia-se o flash back desta história.


Cena do naufrágio, em Aquela cativa que me tem cativo

Naufrágio da nau em que Luís de Camões regressa definitivamente a Portugal


31 de agosto de 2017

Eunice Muñoz e Ary dos Santos recitam poemas de Luís de Camões

 Recitar os textos de Camões



Edição original:
Líricas de Camões: ditas por Eunice Muñoz e J.C. Ary dos Santos. – Disco em vinil, com os textos literários/poesia. Ed. Sassetti; Guilda da Música; Disco Falado, 1971.

Reedição:
Luís Vaz de Camões: por Ary dos Santos e Eunice Muñoz. – Audiolivro em CD. Edição da Companhia Nacional de Música, 2011. – Col. Audiobooks; ISBN: 5606265004699



 Faixas dos poemas cantados

Reprodução integral do disco vinil (clique aqui),
em  vídeo no Youtube, da autoria de José Daniel Ferreira, ed. 08.09.2015.


  1. Ary dos Santos – “Descalça vai para a fonte”, redondilha (01:26).
  2. Eunice Muñoz – “Esparsa ao desconcerto do mundo” (00:58).
  3. Ary dos Santos – “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, soneto (01:27).
  4. Eunice Muñoz – “Amor é fogo que arde sem se ver”, soneto (01:18).
  5. Ary dos Santos – “Transforma-se o amador na cousa amada”, soneto (01:26).
  6. Eunice Muñoz – “Busque amor novas artes, novo engenho”, soneto (01:37).
  7. Ary dos Santos – “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, soneto (01:16).
  8. Eunice Muñoz – “Aquela triste e leda madrugada”, soneto (01:32).
  9. Eunice Muñoz – “Sete anos de pastor Jacob servia”, soneto (01:42).
  10. Ary dos Santos – “O céu, a terra, o vento sossegado”, soneto (01:21).
  11. Eunice Muñoz – “Cá nesta Babilónia donde mana”, soneto (02:05).
  12. Ary dos Santos – “Eu cantei já, e agora vou chorando” / “O dia em que nasci morra e pereça”, sonetos (02:50).
  13. Ary dos Santos – Episódio de Inês de Castro 1, Os Lusíadas, Canto III, 120-125 (03:37).
  14. Eunice Muñoz – Episódio de Inês de Castro 2, Os Lusíadas, Canto III, 126-129 (01:54).
  15. Ary dos Santos – Episódio de Inês de Castro 3 Os Lusíadas, Canto III, 130-135 (04:56).



29 de agosto de 2017

As primeiras biografias de Camões

As primeiras biografias de Camões

 

1.ª - de Perdro Mariz

     “A mais antiga biografia, escrita na época dos netos da geração de Camões, é da autoria de Pedro Mariz e antecede a ed. de 1613 [d’Os Lusíadas], comentada por Manuel Correa, amigo de Camões, já falecido, a qual inclui alguns comentários biográficos.” (António José Saraiva)
     O texto, intitulado “Ao estudioso da lição poética”, foi reimpresso na edição das Rimas de 1616, com alterações, e foi transcrito (com atualização de ortografia e pontuação) e estudado por Maurício Matos [Brasil, 1973-], disponível online aqui, em formato Word.

2.ª - Manuel Severim de Faria

A segunda biografia foi publicada por Manuel Severim de Faria [1583-1655] em Discursos vários políticos, 1624.

3.ª - de Faria e Sousa

Manuel de Faria e Sousa [1590-1649], o maior comentador da obra camoniana de todos os tempos, publicou duas biografias: uma em 1639, na introdução à edição d’Os Lusíadas (em castelhano), outra, postumamente, em 1685, intitulada “Vida del Poeta”, na edição às Rimas várias de Camões.”




Algumas referências

  • Os Lusíadas / Luís de Camões. Introd., notas, fixação do texto e vocabulário de António José Saraiva. 2.ª ed. Porto: Figueirinhas, 1999. – 1.ª ed., 1978, p. 51.
  • MATOS, Maurício (2005) A mais antiga biografia de Camões, Revista Camoniana. Bauru, v. 17 (2005), 197-206.



Os principais documentos sobre a vida de Camões


Os principais documentos sobre a vida de Camões são:

a) uma “carta de perdão” de D. João III, de 13 de março de 1553, mandando soltar Camões da prisão onde se achava por se ter envolvido numa desordem.

b) um registo da Casa da Índia, de 1550, em que que Camões com 25 anos de idade se alista  para embarcar para a Índia.
Apenas se conhece através da tradução castelhana de Manuel de Faria e Sousa (1590-1649) publicada na sua 2.ª “vida” de Camões (Faria e Sousa publicou duas biografias: uma em 1639, na introdução à edição d’Os Lusíadas em castelhano; outra, postumamente, na edição às Rimas várias de Camões).

c) outro registo da Casa da Índia, de 1553, constando a partida de Camões para a Índia nesse ano.
Segundo a mesma fonte sousiana.

d) licença e privilégio para a impressão d’Os Lusíadas, datada de 23 de setembro de 1571.

e) alvará concedendo a Camões, a partir de 12 de março de 1572, uma tença de 15.000 reis anuais. Datado de 28 de julho do mesmo ano.

f) alvará de 11 de agosto de 1575, renovando aquela tença por mais 3 anos.

g) alvará de 11 de junho de 1578, renovando a mesma tença por mais 3 anos.

h) alvará de 31 de maio de 1582, mandando pagar à mãe de Camões, já falecido, 6 mil reis de tença anual.

i) alvará de 13 de novembro de 1582, mandando fazer um pagamento de dinheiro atrasado à mãe de Camões, onde se afirma que o filho faleceu em 10 de junho de 1580.

Estes documentos, exceto b) e c), estão todos reproduzidos por José Terra na sua tradução da obra de Georges le Gentil (1969) Camões, trad. e notas de José Terra, Lisboa: Portugália, 1969.

São também documentos importantes para a biografia de Camões as suas cartas.




Fonte:
Os Lusíadas / Luís de Camões. Introd., notas, fixação do texto e vocabulário de António José Saraiva. 2.ª ed. Porto: Figueirinhas, 1999. – 1.ª ed., 1978, p. 51-52.


25 de agosto de 2017

Música

Camões e a Música

Nesta página, apesar da bibliografia indicada, tratamos das peças musicais inspiradas na obra camoniana e também da música renascentista.


Capa do CD, 20011.



Líricas de Camões: ditas por Eunice Muñoz e J.C. Ary dos Santos. – Disco em vinil, com os textos literários/poesia. Ed. Sassetti; Guilda da Música; Disco Falado, 1971, reed. com o título Luís Vaz de Camões: por Ary dos Santos e Eunice Muñoz. – Audiolivro em CD. Edição da Companhia Nacional de Música, 2011. – Col. Audiobooks.













João Domingos Bomtempo, composição (c.1818) Requiem em C-minor, Op. 23, "À memória de Camões”.











Algumas referências

  • BRANCO, João de Freitas (1979) A música na obra de Camões. Lisboa: ICALP.
  • BRANCO, João de Freitas (2005) Camões e a música. Lisboa: IST Press.
  • LANGROUVA, Helena (2011) Camões e a Música Cinema, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Lisboa: Leya, 153-.


Cinema

Camões e o Cinema

 
Obras cinematográficas, curtas e longas metragens, baseadas na vida e na obra de Luís Vaz de Camões.

Jorge Cramez, realização (2000) Erros meus. – Curta-metragem, de 15 min. – Adaptação do conto de Jorge de Sena Super Flumina Babylonis, sobre “o triste ocaso da vida de Luís de Camões”, protagonizado por Luís Miguel Cintra e Isabel Ruth.

Paulo Rocha, realização (1998) Camões: tanta guerra tanto engano. – Filme português, 75 min.. – Versão semi-televisiva, que consiste no registo audiovisual do espetáculo encenado por Silvina Pereira, no Convento dos Inglesinhos, em que as vozes de Augusto Portela, Isabel Fernandes, Júlio Martín e Silvina Pereira dão corpo dramático à lírica camoniana.

Manoel de Oliveira, realização (1990) NON ou a vã glória de mandar. – Filme português, de reflexão crítica sobre a História de Portugal, retratando também o episódio da Ilha dos Amores.  O texto camoniano surge em off, cantado por Teresa Salgueiro.

M. G. Faria de Almeida, realização (1966) Camões. – Curta-metragem portuguesa, de 13 minutos. –  Consultor literário: o camonista Hernâni Cidade. – Breve retrato da vida e obra de Camões.

João Mendes, realização (1950) Mar Português. – Filme português, de 18 minutos. – Com poemas de Camões e de António Nobre, Guerra Junqueiro e Fernando Pessoa declamados por João Villaret.

José Leitão de Barros, realização (1946) Camões: erros meus, má fortuna, amor ardente. – Filme português, a preto e branco, 118 min., lançado a 23.09.1946. – Foi apresentado oficialmente no Festival de Cannes de 1946 e é uma obra de referência do cinema português dos anos 40.


Referências



  • BELO, Maria do Rosário Lupi (2011) Camões e o Cinema, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Lisboa: Leya, 125-.